3 Riscos da PHDA não tratada
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A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma condição neurocomportamental que afeta aproximadamente 5% das crianças e adolescentes em todo o mundo.
Sem um tratamento adequado, a PHDA pode ter impactos significativos em várias áreas da vida.
Um estudo recente, publicado na <i>Frontiers in Psychiatry</i>, analisou dados de múltiplas investigações, utilizando uma revisão abrangente (<i>umbrella review</i>) que incluiu diferentes tipos de estudos publicados para obter uma visão alargada dos impactos e riscos associados à PHDA não tratada.
Sobre o Estudo
A investigação foi conduzida em cinco bases de dados, resultando em 16.675 registos iniciais. Após uma triagem rigorosa, 125 revisões foram consideradas relevantes e incluídas no estudo.
A análise dos dados permitiu identificar 3 grandes áreas onde a PHDA não tratada apresenta riscos significativos:
- Saúde mental
- Saúde física
- Vida social
Abaixo, destacamos os principais resultados ⬇️
1. Riscos para a Saúde Mental
A PHDA não tratada está associada a um risco elevado de várias condições psicológicas e emocionais:
🔹 Perturbações do humor e da personalidade: Maior probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade, perturbação bipolar e perturbações da personalidade.
🔹 Comportamentos de risco: O estudo identificou taxas mais elevadas de automutilação e comportamentos suicidários em indivíduos com PHDA não tratada.
🔹 Dependência de substâncias: Maior propensão para abuso de álcool, nicotina, drogas e comportamentos compulsivos, como jogo e uso excessivo da internet.
2. Riscos para a Saúde Física
A PHDA não tratada também pode influenciar negativamente a saúde física ao longo da vida:
🔹 Distúrbios do sono: Problemas na rotina de sono, incluindo dificuldade em adormecer, despertares precoces e comportamentos problemáticos durante a noite.
🔹 Saúde oral: Estudos indicam uma tendência para higiene oral deficiente e maior incidência de cáries.
🔹 Obesidade e doenças metabólicas: Existe uma correlação significativa entre a PHDA não tratada e a obesidade, além de um aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2.
🔹 Acidentes e traumatismos: Crianças apresentam um risco mais elevado de fraturas e intoxicações, enquanto adultos têm maior probabilidade de sofrer acidentes de viação e traumatismos cranianos.
3. Riscos para a Vida Social e Profissional
A impulsividade e as dificuldades de regulação emocional da PHDA não tratada podem afetar significativamente a vida social e profissional:
🔹 Relacionamentos interpessoais: Maior taxa de divórcios, instabilidade nas relações e dificuldades de interação social.
🔹 Complicações nos estudos: Uma das investigações incluídas analisou 176 estudos e revelou que 79% dos indivíduos com PHDA não tratada têm pior desempenho em testes académicos.
🔹 Desafios profissionais: Menor progressão na carreira, muitas vezes enfrentando instabilidade financeira.
🔹 Envolvimento legal: Jovens e adultos com PHDA não tratada apresentam maior probabilidade de envolvimento em atividades criminais, incluindo detenções e condenações.
⚠️ Lembre-se: Estes dados dizem respeito à PHDA não tratada
Embora os riscos mencionados sejam preocupantes, é importante salientar que não representam a realidade de todas as pessoas com PHDA – nem são inevitáveis!
Com o apoio certo e as estratégias adequadas, é possível viver com equilíbrio e alcançar os seus objetivos.
Existem muitas formas de minimizar os riscos e melhorar a qualidade de vida. E, para isso:
- A informação é essencial: Quanto mais souber sobre a PHDA, melhor conseguirá geri-la.
- O tratamento vai além da medicação: Estratégias como terapia, neurofeedback e apoio escolar podem ser fundamentais no dia a dia.
- O ambiente certo faz toda a diferença: Pais, professores e profissionais de saúde desempenham um papel crucial no sucesso de quem tem PHDA.
Conclusão do Estudo
📈 Os dados apresentados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da PHDA.
O estudo conclui que o tratamento da PHDA deve ser abrangente e considerar todos os aspetos da vida do indivíduo.
Além da medicação, estratégias como terapia comportamental, apoio educativo e adaptações no ambiente familiar e profissional podem fazer uma grande diferença.
Se suspeita que alguém próximo possa ter PHDA, procurar uma avaliação profissional é um passo fundamental para encontrar as melhores soluções.
Referência
French, B., Nalbant, G., Wright, H., Sayal, K., Daley, D., Groom, M. J., Cassidy, S., & Hall, C. L. (2024). The impacts associated with having ADHD: an umbrella review. Frontiers in psychiatry, 15, 1343314. https://doi.org/10.3389/fpsyt.2024.1343314
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